Inaugurado em 13 de junho de 2017, o Serviço de Nefrologia do Hospital Mestre Vitalino (HMV) acabou de completar dois anos de funcionamento, sendo o pioneiro em unidade pública no Agreste de Pernambuco. Neste período já foram realizadas 5.694 sessões, uma média de 237 por mês. Para celebrar a data, a equipe realizou uma comemoração ontem (18), no Auditório da unidade.

Na oportunidade o coordenador do serviço, Dr. Rodrigo Oliveira falou sobre o trabalho que vem sendo desempenhado. “Desde o início a implantação deste setor era um desafio para toda a equipe do HMV. O objetivo era que ganhássemos autonomia e conseguíssemos realizar a assistência nefrológica de forma completa. Acreditamos desde sempre que daria certo, e hoje vemos o resultado de um trabalho em conjunto que resulta diretamente na melhoria da qualidade de vida do paciente, apontada pelos bons resultados clínicos”, pontuou.

Um exemplo disso é a paciente Cássia Andrade, 25 anos. Aos 16 ela apresentou um quadro de anemia grave, com fortes dores nas costas, e ao procurar uma unidade de saúde na cidade de Bezerros, onde ela reside, veio a primeira suspeita. Cássia foi transferida para Caruaru, onde teve seu diagnóstico fechado e foi encaminhada para o Hospital Getúlio Vargas, na capital pernambucana. De imediato começou o tratamento de Terapia Renal Substitutiva (hemodiálise) que durou cerca de 10 meses até chegar o tão sonhado transplante. 

Ela conta que o procedimento foi realizado com sucesso e conseguiu ficar oito anos e meio sem precisar realizar hemodiálise. “Quando fui diagnosticada o médico me disse que o meu caso era motivado pelo fator genético, meu pai também era paciente renal crônico. Após o transplante fiquei quase nove anos sem dialisar, com alguns quadros de infecção o rim transplantado parou de funcionar, e eu voltei para a rotina da hemodiálise”, explicou.

Hoje aos 25 anos ela está internada há um mês e vinte dias no Hospital Mestre Vitalino e faz hemodiálise nas segundas, quartas e sextas. Cada sessão dura em torno de 3 horas e ao longo do dia ela segue uma dieta bem regrada com baixa ingestão de líquidos e alimentos com pouco sódio e potássio. Assim que receber alta, Cássia será regulada para uma clínica, procedimento que assegura a manutenção do tratamento.

O HMV conta com cinco equipamentos, e uma equipe que é composta por três médicos nefrologistas, quatro enfermeiras especializadas na área, além de oito técnicos em enfermagem que atendem todos os pacientes das clínicas médicas e UTI’s.O Hospital está localizado às margens da BR-104, sentido Toritama.

 

* Na imagem - Paciente Cássia Andrade, 25 anos

 

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